Sábado, 24 de Outubro de 2026

IPCA-15 sobe 0,32% em outubro, com alta nos preços dos alimentos

Publicado em 24/10/2026
Por Bismark Sousa
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Alimentos mais caros no supermercado/Foto: Divulgação

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) registrou alta de 0,32% em outubro, segundo os dados apresentados. O resultado representa uma desaceleração de 0,38 ponto percentual em relação a setembro, quando o indicador avançou 0,70%. No acumulado do ano, a inflação chega a 4,15%. Já nos últimos 12 meses, o índice atingiu 4,62%, acima dos 4,47% registrados no período anterior.

Dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados, oito apresentaram aumento de preços. Alimentação e bebidas registrou a maior variação, de 0,88%, e o maior impacto no resultado geral, contribuindo com 0,19 ponto percentual.

A alimentação consumida em casa acelerou de 0,38% em setembro para 1,01% em outubro. Entre as principais altas estão o tomate (24,54%), a cebola (13,63%), a batata-inglesa (10,96%) e o arroz (5,80%). Em contrapartida, houve queda nos preços da cenoura (-10,67%), das frutas (-1,37%) e do café moído (-1,16%).

A alimentação fora do domicílio também apresentou aceleração, passando de 0,44% para 0,56%. Nesse segmento, a refeição subiu 0,61%, enquanto o lanche teve aumento de 0,66%.

Energia elétrica contribui para queda no grupo Habitação

O grupo Habitação foi o único a registrar queda em outubro, com variação de -0,10%, após alta de 2,07% em setembro. O resultado foi influenciado principalmente pela energia elétrica residencial, que passou de aumento de 7,42% para recuo de 0,89%.

A redução ocorreu após a mudança da bandeira tarifária de amarela para verde, que eliminou a cobrança adicional na conta de luz. Em Fortaleza, no Ceará, as tarifas de energia elétrica tiveram redução de 6,65% a partir de 26 de agosto, por decisão da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Em Belém, no Pará, houve reajuste de 6,63% a partir de 18 de setembro.

Combustíveis sobem e passagens aéreas ficam mais baratas

O grupo Transportes registrou alta de 0,05% em outubro. O resultado foi influenciado pelos combustíveis, cuja variação passou de 0,22% em setembro para 1,20% no mês. O óleo diesel teve aumento de 3,70%, seguido pelo etanol (2,73%) e pela gasolina (0,92%). Já o gás veicular apresentou queda de 0,18%.

Em sentido contrário, as passagens aéreas ficaram 9,24% mais baratas e registraram o maior impacto negativo individual no índice do mês.

Belém tem maior alta entre as regiões pesquisadas

Entre as 11 áreas pesquisadas, dez registraram aumento de preços em outubro. Belém apresentou a maior variação regional, de 0,76%, influenciada principalmente pelas altas do tomate e da energia elétrica.

Curitiba, no Paraná, foi a única região a apresentar resultado negativo, com queda de 0,27%. O desempenho foi puxado pela redução nos preços das passagens aéreas e da tarifa de água e esgoto.

Os preços utilizados no cálculo do IPCA-15 foram coletados entre 16 de setembro e 14 de outubro e comparados aos registrados de 15 de agosto a 15 de setembro. O indicador abrange famílias com rendimentos de um a 40 salários mínimos, residentes em nove regiões metropolitanas, além de Brasília e Goiânia.

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