Embora o Piauí esteja sem registrar casos de sarampo desde 2020, as autoridades de saúde reforçaram o alerta para a vacinação após o surto da doença em São Paulo, que já contabiliza 16 casos confirmados. A principal preocupação é o risco de circulação do vírus por meio do deslocamento de pessoas entre os estados.
Segundo dados do Ministério da Saúde, a cobertura vacinal no Piauí ainda está abaixo da meta de 95%. Até junho deste ano, a primeira dose da vacina Tríplice Viral alcançou 93,75% do público-alvo, enquanto a segunda chegou a apenas 76,82%, índice considerado insuficiente para garantir a proteção da população.
O especialista lembra que o último caso confirmado de sarampo na capital ocorreu em 2019, assim como o último registro em todo o estado. Na ocasião, a infecção teve origem em um vírus importado, cenário semelhante ao observado atualmente em São Paulo.
A Fundação Municipal de Saúde afirma que mantém equipes preparadas para agir imediatamente diante de qualquer caso suspeito. Após a notificação, a investigação epidemiológica deve ser iniciada em até 48 horas, incluindo o rastreamento de contatos e a realização do bloqueio vacinal para impedir a propagação do vírus.
Vacinação continua disponível
Para ampliar a cobertura vacinal, a FMS realiza uma campanha de multivacinação em todas as Unidades Básicas de Saúde (UBSs) de Teresina e também no posto instalado no Teresina Shopping. A Prefeitura ainda promove ações nas escolas e exige a apresentação da caderneta de vacinação para matrícula na rede municipal de ensino.
O calendário vacinal prevê a aplicação da primeira dose da Tríplice Viral aos 12 meses de idade e da segunda aos 15 meses. Pessoas de até 29 anos devem comprovar duas doses da vacina. Já adultos entre 30 e 59 anos precisam comprovar pelo menos uma dose. Para profissionais da saúde, a recomendação é de duas doses até os 59 anos.
Sintomas e prevenção
O sarampo é uma doença viral altamente contagiosa, transmitida pelo ar, e pode apresentar febre alta, manchas vermelhas pelo corpo, tosse, coriza e conjuntivite. Ao surgirem esses sintomas, a orientação é procurar imediatamente uma unidade de saúde para diagnóstico e adoção das medidas de isolamento.
Gestantes e pessoas imunossuprimidas não devem receber a vacina. Para esses grupos, a recomendação é reforçar medidas preventivas, como higienizar frequentemente as mãos, utilizar máscara em situações de risco e evitar aglomerações durante períodos de maior circulação do vírus.