Uma noite para esquecer. A derrota para o Vitória, que resultou na eliminação da Copa do Brasil, contou com fatores que não sairão do imaginário do torcedor rubro-negro tão cedo. A falta de eficiência no ataque, um problema que vem acompanhando a equipe de Jardim, cobrou um preço alto. Além disso, Rossi, ídolo recente do clube, falhou no gol que garantiu a vaga ao adversário, aumentando ainda mais a frustação dos rubro-negros.
Não é de hoje que o Flamengo lida com a falta de eficácia no ataque. A equipe cria, finaliza, mas não consegue chegar ao objetivo. O problema já vinha acendendo o sinal de alerta no time carioca. Contra Grêmio, Bahia e o próprio Vitória, o Rubro-Negro construiu diversas oportunidades de perigo, mas a falta de capricho fez com que o torcedor demonstrasse incômodo com esse fator.
Nesta quinta-feira, no Barradão, o Flamengo finalizou 26 vezes, mas apenas sete chutes foram no gol, exigindo boas intervenções de Lucas Arcanjo, que, quando foi acionado, correspondeu bem. Além da falta de assertividade, a falta de repertório no segundo tempo também incomodou os rubro-negros. Precisando do resultado, o time passou a apostar em cruzamentos, mas a maioria sem sucesso.
Após a eliminação, Leonardo Jardim reclamou da falta de aproveitamento do Flamengo nas finalizações. O treinador, entretanto, destacou que esse fator também passa pela confiança dos jogadores.
“Melhorar a eficácia é um gesto técnico. Treinamos finalização, mas isso tem a ver com a confiança do jogador. Hoje foi um jogo em que tivemos domínio de posse, 26 finalizações, e não concretizamos. Não foi por falta de atitude e empenho. O primeiro gol foi um grande gol. O segundo veio em uma jogada de escanteio, em que precisamos ter mais atenção. Perdemos o que era um dos objetivos nesta primeira fase da temporada”, disse o treinador.
Fonte: Lance