A Petrobras divulgou que o valor da gasolina praticado pela companhia registra uma trajetória de queda desde dezembro de 2022, somando uma redução de R$ 0,50 por litro no período. Quando descontados os efeitos da inflação, esse recuo representa uma diminuição real de 26,9%. A última movimentação nos preços ocorreu em outubro de 2025, ocasião em que o combustível teve redução de 4,9%.
O anúncio acontece em meio às discussões sobre o papel dos combustíveis na formação dos índices de preços. A gasolina possui o maior peso individual dentro do IPCA, indicador que acompanha a inflação oficial do país. Por isso, cortes no valor do produto tendem a contribuir para conter pressões inflacionárias, sobretudo nos gastos relacionados ao transporte.
No entanto, analistas destacam que a diminuição anunciada pela estatal não significa, necessariamente, queda imediata e proporcional nas bombas. O preço final ao consumidor é resultado de uma cadeia de custos que envolve logística, tributos federais e estaduais, mistura obrigatória com etanol, além das margens aplicadas por distribuidoras e postos.
Com isso, o impacto da redução pode variar de uma região para outra, sendo percebido de forma parcial ou, em alguns casos, nem chegar ao consumidor. A intensidade e a velocidade do repasse costumam depender das condições de mercado e do nível de concorrência local.
No mesmo comunicado, a empresa informou que o valor do diesel comercializado às distribuidoras permanecerá inalterado. Ainda assim, desde dezembro de 2022, o combustível já acumula queda média de 36,3%, considerando os efeitos da inflação.
A Petrobras também não antecipou se pretende promover novos ajustes nos preços nas próximas semanas. Segundo a companhia, as decisões seguem critérios técnicos, levando em conta custos, cenário internacional, mercado interno e competitividade.
Nos próximos dias, será possível observar como o mercado irá absorver o novo reajuste e de que forma ele será refletido para os consumidores finais.