Segunda-Feira, 26 de Outubro de 2026

No discurso da vitória, Lula defende regulação das redes sociais e promete ampliar participação popular

Publicado em 25/10/2026
Por Redação
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Lula durante discurso após anúncio da virada/
Reeleito presidente da República neste domingo (25), Luiz Inácio Lula da Silva (PT) defendeu a regulamentação das plataformas digitais e afirmou que a campanha eleitoral enfrentou interferências externas por meio das redes sociais. A declaração foi feita durante o discurso após a confirmação de sua vitória sobre Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno.

Segundo Lula, o ambiente digital precisa estar sujeito a regras que permitam combater crimes e práticas ilegais, assim como ocorre no mundo fora da internet.

“Essa eleição foi uma eleição que a gente teve que vencer a intromissão, vinda de fora para dentro, através de plataformas digitais, que nós vamos ter que regulá-las. Não é possível que a gente não tenha consciência que o crime do mundo digital tenha que ser tratado igual ao crime da vida real”, afirmou.

A vitória do petista foi confirmada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) às 21h08, quando 97% das urnas haviam sido apuradas. Naquele momento, Lula registrava 51,74% dos votos, enquanto Flávio Bolsonaro somava 48,26%.

Prestes a completar 81 anos, na próxima terça-feira (27), Lula alcança um feito inédito na história política brasileira ao se tornar o primeiro presidente eleito quatro vezes pelo voto popular.

Durante o pronunciamento, o presidente classificou o resultado como uma derrota do negacionismo e da desinformação. Também fez críticas ao adversário do PL, a quem acusou de mentir repetidamente, e utilizou o termo “milicianismo” ao se referir a ele.

Além da regulamentação das redes, Lula anunciou a intenção de desenvolver uma inteligência artificial brasileira. O presidente também destacou a importância da comunicação digital para o próximo governo e agradeceu aos integrantes de sua campanha, entre eles o deputado André Janones (Rede-MG), responsável pela coordenação do canal de WhatsApp “Exército do Lula”, que, segundo o relato, ultrapassou 10 milhões de inscritos durante a disputa eleitoral.

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