A poucos dias do primeiro turno das eleições gerais de 2026, o Piauí já registra 190 denúncias de propaganda eleitoral irregular no aplicativo Pardal, da Justiça Eleitoral. Os dados mostram que as principais ocorrências estão relacionadas à propaganda na internet e ao uso irregular de carro de som, minitrio e trio elétrico, que, juntas, somam 70 registros.
Entre as demais irregularidades apontadas ao Tribunal Regional Eleitoral do Piauí (TRE-PI) estão o uso de bens públicos para propaganda, com 18 denúncias; comícios e showmícios, com 17; e uso irregular de bens particulares, com 16 registros.
O sistema do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) também contabiliza 15 denúncias relacionadas ao uso irregular de vias públicas para propaganda, 12 sobre adesivos irregulares em automóveis, 10 envolvendo propaganda em emissoras de rádio e televisão, nove referentes à distribuição de material gráfico e seis relacionadas ao uso irregular de alto-falantes e amplificadores de som.
Do total de 190 denúncias registradas no Pardal no Piauí, 41% já foram baixadas do sistema da Justiça Eleitoral. Outros 34% foram peticionados no Processo Judicial Eletrônico (PJe), enquanto 25% permanecem em andamento.
Considerando os cargos disputados, os candidatos a deputado estadual concentram o maior número de denúncias, com 79 registros. Na sequência aparecem os candidatos a deputado federal, com 45 denúncias. Partidos, coligações e federações somam 42 registros. Já os candidatos a governador têm 16 denúncias, enquanto candidatos a senador e presidente aparecem com quatro registros cada.
Teresina concentra a maior parte das denúncias no estado, com 101 registros. Parnaíba aparece na segunda posição, com 25, seguida por Piripiri, com 14; Valença, com sete; Campo Maior, com seis; Barras, com cinco; e Altos, com três.
Também há registros no Pardal nos municípios de Bom Jesus, Regeneração, Geminiano, Água Branca e Pedro II.
Em todo o país, o aplicativo já recebeu 52.958 denúncias de propaganda eleitoral irregular, quatro registros a mais que o total contabilizado nas eleições gerais de 2022. São Paulo concentra o maior número de ocorrências, seguido por Bahia, Minas Gerais e Pernambuco. Entre os estados brasileiros, o Piauí aparece com o segundo menor número de denúncias registradas pelo Pardal.