O Piauí inicia a fase do ano marcada pelo aumento do risco de queimadas, impulsionado pela combinação de altas temperaturas, baixa umidade do ar e vegetação ressecada. O cenário exige maior atenção principalmente entre setembro e novembro, período conhecido como B-R-O-Bró e considerado o mais crítico para a ocorrência e propagação do fogo.
De acordo com a Defesa Civil do Piauí, a redução da umidade deixa a vegetação mais suscetível às chamas, aumentando a quantidade de material seco disponível para alimentar incêndios. O órgão já monitora regiões consideradas vulneráveis e recebe notificações sobre ocorrências em diferentes pontos do estado.
A atuação integra o Pacto Piauí Sem Queimadas, lançado pelo Governo do Estado em junho, que reúne medidas de prevenção, fiscalização e orientação à população, além de ações relacionadas à segurança hídrica.
Durante o período de maior risco, a recomendação é evitar o uso do fogo para a limpeza de terrenos, monturos, palhadas e áreas de vegetação. Incêndios iniciados em propriedades rurais ou próximos a rodovias podem se espalhar rapidamente, alcançando áreas vizinhas, estruturas e redes elétricas.
Outro alerta envolve o descarte de cigarros e outros materiais inflamáveis às margens das rodovias. Com a vegetação seca, objetos descartados podem provocar incêndios e ampliar os riscos para motoristas, moradores e propriedades próximas às estradas.
Como medida preventiva, o DNIT e o DER também iniciaram serviços de roço nas laterais das rodovias. A redução da vegetação rasteira diminui a quantidade de material seco e pode ajudar a conter a propagação das chamas.
A Defesa Civil reforça que a prevenção durante os meses mais secos é fundamental para reduzir a ocorrência de incêndios e evitar danos ambientais, materiais e riscos à população.