O Piauí conquistou a segunda melhor nota do país no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) 2025 para o ensino médio. Com nota 5,0, o estado registrou seu melhor desempenho desde a criação do indicador e ficou atrás apenas do Paraná, que alcançou 5,1. O resultado foi divulgado nesta quarta-feira (5) pelo Ministério da Educação (MEC).
O desempenho coloca o Piauí acima da média nacional, que foi de 4,5, e faz do estado um dos únicos do país a atingir nota igual ou superior a 5 nessa etapa de ensino.
Na capital, Teresina também se destacou ao conquistar a primeira colocação entre as capitais brasileiras na educação básica. A rede municipal apresentou evolução em relação à edição anterior do Ideb, passando de 6,4 para 6,9 nos anos iniciais do ensino fundamental (1º ao 5º ano). Nos anos finais (6º ao 9º ano), a nota subiu de 5,8 para 5,9.
Pelas redes sociais, o governador Rafael Fonteles comemorou o resultado e ressaltou que o Piauí atingiu, pela primeira vez, nota 5 no ensino médio. Segundo ele, o avanço é resultado de investimentos e políticas públicas voltadas para a educação.
Criado em 2007 pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), o Ideb é o principal indicador da qualidade da educação básica no Brasil. O índice reúne dados de aprovação escolar, obtidos pelo Censo Escolar, e do desempenho dos estudantes nas avaliações do Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb), em uma escala que varia de 0 a 10.
Além do destaque no ensino médio, o Piauí também figurou entre os melhores resultados do país nos anos finais do ensino fundamental. O estado alcançou nota 5,4, empatando com o Espírito Santo e ficando atrás apenas do Paraná, que registrou 5,9. A média nacional nessa etapa foi de 5,3.
No ranking do ensino médio, os dez estados com melhor desempenho foram Paraná (5,1), Piauí (5,0), Espírito Santo (4,9), Rio Grande do Sul (4,9), Goiás (4,8), Pernambuco (4,7), São Paulo (4,7), Minas Gerais (4,6), Pará (4,6) e Ceará (4,5). Já os menores índices foram registrados no Maranhão (3,9), Amazonas (3,8) e Roraima (3,8).
Para o superintendente executivo do Instituto Unibanco, Ricardo Henriques, os resultados reforçam a importância da continuidade das políticas públicas educacionais. Segundo ele, os avanços tendem a ser mais consistentes quando as ações deixam de depender de uma única gestão e passam a integrar políticas permanentes de Estado.