Quarta-Feira, 19 de Agosto de 2026

Brasil permanece fora do Mapa da Fome e reduz insegurança alimentar, aponta relatório da ONU

Publicado em 23/07/2026
Por Renata Arrais
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Brasil permanece fora do Mapa da Fome/Foto: FAO/Giuseppe Carotenuto

O Brasil segue fora do Mapa da Fome, de acordo com o relatório O Estado da Segurança Alimentar e Nutricional no Mundo 2026 (SOFI), divulgado pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO). O levantamento mostra que, no triênio 2023-2025, a parcela da população em situação de subnutrição permaneceu abaixo de 2,5%, índice utilizado internacionalmente para classificar os países que não enfrentam fome generalizada.

O resultado mantém o país fora do Mapa da Fome pelo segundo ano consecutivo. Em 2020-2022, no entanto, 3,5% dos brasileiros estavam em situação de fome, cenário que foi revertido nos anos seguintes.

Além da redução da subnutrição, o relatório aponta avanço nos indicadores de insegurança alimentar. A taxa de insegurança alimentar severa caiu para 0,6% da população, o equivalente a cerca de 1,2 milhão de pessoas, o menor percentual registrado na série histórica. Apesar da melhora, o estudo ressalta que esse grupo ainda enfrenta situações extremas de falta de alimentos.

A insegurança alimentar moderada ou grave também apresentou queda. No triênio 2023-2025, o índice foi de 9,6% da população, aproximadamente 20,3 milhões de brasileiros. O percentual representa redução significativa em comparação aos 22,1% registrados entre 2020 e 2022.

Outro indicador que apresentou melhora foi o acesso à alimentação saudável. Segundo a FAO, 21,1% da população brasileira não tinha condições de custear uma dieta adequada em 2025, o equivalente a 44,8 milhões de pessoas. Em 2021, esse percentual era de 31,1%, o que representa uma redução de mais de 20 milhões de brasileiros nessa condição.

Apesar dos avanços, o relatório destaca desafios importantes para o país, principalmente na área da nutrição. Entre os principais indicadores estão o baixo índice de aleitamento materno exclusivo, casos de desnutrição infantil, atraso no crescimento de crianças, excesso de peso na infância, obesidade entre adultos e anemia em mulheres em idade fértil.

Em escala mundial, a FAO estima que cerca de 645 milhões de pessoas passaram fome em 2025, uma redução em relação aos anos anteriores. A recuperação, porém, ocorre de forma desigual entre as regiões, com a África concentrando o maior número de pessoas em situação de fome, enquanto América Latina, Caribe e Ásia apresentam melhora gradual nos indicadores.

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