A seleção sofreu uma baixa importante às vésperas da Copa do Mundo. O lateral-direito Wesley França foi cortado da competição após sofrer uma lesão muscular na perna esquerda durante o amistoso contra o Egito, realizado sábado, 06 de junho.
De acordo com especialistas da área esportiva, o tempo necessário para recuperação inviabiliza a participação do jogador no torneio. Lesões musculares exigem tratamento cuidadoso e um retorno antecipado pode agravar o quadro e prolongar ainda mais o afastamento dos gramados.
O médico esportivo Carlos Eduardo Viterbo explica que esse tipo de problema físico está entre os mais frequentes no futebol, especialmente em atletas submetidos a calendários intensos e partidas de alta exigência física.
As lesões musculares costumam ser classificadas em três categorias. As de grau 1 são consideradas mais leves e apresentam pequenas rupturas das fibras musculares, com recuperação entre duas e quatro semanas. Já as de grau 2 envolvem uma ruptura parcial do músculo, exigindo um período maior de tratamento, geralmente entre quatro e oito semanas. Nos casos mais graves, classificados como grau 3, ocorre o rompimento total do músculo, situação que pode até demandar cirurgia e afastamento superior a dois meses.
Segundo o especialista, respeitar todas as etapas da recuperação é fundamental para evitar recaídas. Ele alerta que o retorno antes da completa cicatrização da lesão aumenta significativamente o risco de uma nova contusão, principalmente em movimentos que exigem velocidade, força e explosão muscular.
Com a ausência confirmada de Wesley França, a comissão técnica precisará buscar alternativas para suprir a vaga na lateral direita durante a disputa do Mundial.