O Piauí figura entre os estados com pior desempenho no registro de nascimentos e óbitos em 2024, segundo dados divulgados pelo IBGE a partir do cruzamento entre cartórios e sistemas do Ministério da Saúde.
O levantamento aponta que 3,98% dos nascimentos no estado não foram registrados oficialmente no prazo considerado pelas estatísticas, colocando o Piauí na quarta posição nacional nesse tipo de sub-registro. Já em relação aos óbitos, a taxa chega a 16,15%, um dos maiores índices do país.
O estudo utiliza informações do Sistema de Informações sobre Nascidos Vivos (Sinasc) e do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM), comparando com registros civis para identificar falhas de cobertura.
De acordo com o IBGE, o problema é mais intenso nas regiões Norte e Nordeste, onde fatores como distância de cartórios, dificuldades de deslocamento e desigualdade social ainda dificultam o registro de eventos civis.
No recorte municipal, Boqueirão do Piauí e Lagoa do Barro do Piauí aparecem entre os maiores índices do país, com taxas próximas de 40% de sub-registro de nascimentos. A capital também apresenta índice de 5,34%, acima do observado em regiões mais desenvolvidas.
No ranking nacional, apenas alguns estados da região Norte superam o Piauí em sub-registro de nascimentos. Já em relação aos óbitos, o estado fica atrás apenas de Maranhão e Amapá.
Outro dado destacado pelo levantamento é a subnotificação de mortes no Sistema de Informações sobre Mortalidade, em que o Piauí lidera nacionalmente com 7,14%.
O IBGE aponta ainda que, embora haja melhora gradual nos registros hospitalares no país, ainda persistem falhas principalmente em áreas mais vulneráveis, envolvendo crianças pequenas e mães adolescentes.