Por Arthur Mariano – Estagiário da UESPI
Depois do anúncio dos 26 atletas selecionados, realizado nesta segunda-feira, 18 de maio, Carlo Ancelotti foi questionado sobre os planos para o uso do camisa 10 do Santos durante a Copa. Sua resposta foi objetiva: "Como um atacante mais centralizado".
Até então, Ancelotti havia poupado Neymar de suas convocações desde que assumiu o comando técnico da Seleção Brasileira, alegando, consistentemente, questões relacionadas à condição física do jogador.
No Santos, o capitão tem atuado com uma proposta distinta, aproximando-se do perfil de um meia-armador tradicional: recuando para receber a bola no setor intermediário e comandando a cadência das jogadas ofensivas. Já a visão do treinador italiano o posiciona, inicialmente, como uma espécie de falso 9.
Em outro momento da coletiva, o técnico não esclareceu se pretende estruturar o esquema tático tendo Neymar como peça-chave titular ou se o utilizará como alternativa vindoura do banco de reservas.
"Escolhemos (Neymar) porque pensamos em suas qualidades. Que jogue um minuto, cinco minutos, 90 ou pênaltis. Escolhemos esses jogadores que estão certo que vão trazer algo para a equipe. Por quanto tempo? Não sei", ponderou Ancelotti.