Os consumidores brasileiros vão pagar mais caro pela energia elétrica a partir de maio. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) confirmou, nesta sexta-feira (24), a adoção da bandeira tarifária amarela para o próximo mês.
Na prática, isso significa um custo extra de R$ 1,88 a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos nas unidades atendidas pelo Sistema Interligado Nacional (SIN).
A alteração ocorre após meses de cenário favorável. Desde o início do ano, a bandeira estava verde, sem cobrança adicional. Agora, a redução das chuvas e a chegada do período seco diminuem a capacidade de geração pelas hidrelétricas, obrigando o acionamento de usinas termelétricas, que produzem energia a um custo mais alto.
Criado para tornar mais transparente o custo da energia no país, o sistema de bandeiras tarifárias funciona como um indicativo mensal. As cores mostram ao consumidor se haverá ou não cobrança extra na conta de luz.
Além da bandeira amarela, existem outros níveis de cobrança: na vermelha patamar 1, o adicional é de R$ 4,46 a cada 100 kWh; já na vermelha patamar 2, o valor chega a R$ 7,87 para o mesmo consumo.
A definição dessas faixas é baseada em estudos do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), responsável por avaliar as condições de geração e garantir o atendimento da demanda energética no país.
Com a nova sinalização, o impacto no bolso dos consumidores já deve ser percebido nas faturas emitidas em maio.