O aumento no preço do gás de cozinha já começa a pesar no bolso dos piauienses. Com o reajuste recente, o botijão passou a ser vendido por até R$ 140 em algumas regiões do estado. Além do valor mais alto, consumidores também têm enfrentado maior tempo de espera para receber o produto.
A lentidão no abastecimento, que pode chegar a até três dias, está ligada a problemas na logística nacional. De acordo com o setor, atrasos na chegada de navios aos portos brasileiros acabaram comprometendo o fluxo de distribuição, afetando desde o repasse às distribuidoras até o enchimento e envio dos botijões.
Mesmo com esse cenário, representantes das revendedoras garantem que não há indicativo de falta de gás. O fornecimento segue acontecendo normalmente, embora em um ritmo mais lento, o que tem exigido mais planejamento por parte das empresas e consumidores.
O encarecimento do produto, segundo o sindicato da categoria, está diretamente relacionado ao reajuste aplicado pela Petrobras às distribuidoras. A esse fator se soma o aumento frequente nos preços dos combustíveis, como diesel e gasolina, que impactam o transporte e acabam elevando o custo final.
Já em relação ao programa Gás do Povo, a avaliação do setor é de que ele não tem influência sobre o reajuste. No entanto, as revendedoras relatam dificuldades para manter a participação na iniciativa, já que o valor repassado pelo governo federal é menor que o preço praticado no mercado.
A categoria defende uma atualização nesses repasses para evitar prejuízos e garantir a continuidade do programa. Também foi destacado que, em alguns casos, pode haver cobrança de taxa de entrega para quem optar por receber o botijão em casa, variando conforme a distância, enquanto a retirada no ponto de venda segue gratuita.