O governo do presidente Lula articula um pedido de urgência no Congresso Nacional para acelerar o debate sobre o fim da escala 6x1. Em um ano eleitoral, a medida ganha peso político, mas enfrenta ressalvas de parlamentares que defendem uma análise mais aprofundada dos seus efeitos econômicos.
Em entrevista nesta quinta-feira (19), o deputado federal Júlio Arcoverde afirmou que o tema ainda carece de discussões mais consistentes, sobretudo em relação aos reflexos para pequenas e médias empresas. Segundo ele, projetos considerados mais sensíveis deveriam começar a ser debatidos ainda neste mês, para que cheguem a abril com maior maturidade, embora considere difícil uma votação antecipada sobre a escala 6x1.
“A gente não tem ainda um baseamento completo dos reflexos que essa aprovação pode acontecer na classe empresarial, principalmente nas pequenas e médias empresas. Acredito que essa discussão tem que ter uma discussão muito pautada na economia, pautada no que pode ser benéfico, mas também no que pode maléfico para a saúde do do da economia brasileira”, declarou.
O parlamentar também avaliou que o calendário eleitoral tende a impactar diretamente o ritmo de votações no Congresso. Para ele, as principais pautas devem ser concentradas até o meio do ano, antes que a agenda legislativa seja reduzida em função da campanha eleitoral.
“Temos que pautar as pautas principais até junho, julho, no máximo, para que no segundo semestre a gente possa estar fazendo campanha nos estados e fazendo a Câmara de quinze em quinze dias”, analisou.
Fonte: O Dia