Segunda-Feira, 16 de Fevereiro de 2026

Piauí tem a segunda menor taxa de inadimplência do país em 2025

Publicado em 16/02/2026
Por Renata Arrais
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Piauí teve o maior salário médio de admissão acumulado do Nordeste/Foto: Assis Fernandes/O Dia

O Piauí encerrou 2025 entre os estados com melhor desempenho no controle da inadimplência no país. Levantamento do Mapa de Inadimplência e Renegociação de Dívidas, divulgado pelo Serasa com dados de dezembro, aponta que 40,08% dos piauienses tinham contas em atraso — o segundo menor índice nacional, atrás apenas de Santa Catarina. No Brasil, quase metade da população (49,77%) estava inadimplente no mesmo período.

Apesar do cenário relativamente mais favorável, o estado foi o que menos formalizou renegociações de débitos no Nordeste, somando 63.486 acordos junto ao Serasa. As principais pendências continuam concentradas em cartões de crédito, empréstimos bancários e contas essenciais, como água, energia elétrica e gás.

Indicadores econômicos ajudam a contextualizar o quadro. De acordo com o Boletim Analítico da Conjuntura Econômica divulgado pela Secretaria de Planejamento, o saldo de crédito no Piauí avançou 4,17% no terceiro trimestre de 2025, passando de R$ 166,39 bilhões para R$ 173,33 bilhões. O crescimento foi impulsionado sobretudo pela carteira de pessoa física, que registrou alta de 9,11%, enquanto o crédito para empresas recuou 2,36%. No mesmo intervalo, a taxa média de inadimplência no estado subiu levemente, de 3,97% para 4,18%.

No cenário nacional, o estoque de crédito cresceu 4,92%, alcançando R$ 19,352 trilhões, acompanhado por elevação da inadimplência média para 3,84% no terceiro trimestre.

Outro fator que pode estar relacionado ao desempenho do estado é a evolução da renda. Conforme o Informe Socioeconômico da Secretaria de Planejamento, o salário médio de admissão no Piauí superou a média nordestina ao longo de 2025. No acumulado do ano, o rendimento médio nacional foi de R$ 2.294,62, com ganho real de 1,40% frente a 2024. Já no Piauí, a média alcançou R$ 2.028,09 — acima dos R$ 1.979,02 registrados no Nordeste — e apresentou crescimento real de 5,09%, a segunda maior variação do país, atrás apenas de Sergipe, que teve alta de 6,40%.

Embora ainda permaneça abaixo da média nacional em R$ 266,53, o avanço mais intenso da renda no estado indica fortalecimento do poder de compra dos novos trabalhadores formais, em ritmo superior ao observado no país.

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