A McLaren deu o pontapé inicial em sua preparação para a temporada 2026 da Fórmula 1 ao realizar, nesta semana, o primeiro acionamento da unidade de potência do novo carro. O procedimento marca uma etapa fundamental do projeto e sinaliza que o desenvolvimento entra em um momento crucial.
O início dos trabalhos acontece em um contexto especial para a equipe britânica. Atual bicampeã do Mundial de Construtores, a McLaren chega embalada pelo sucesso recente e terá, em 2026, o número 1 estampado no carro após Lando Norris conquistar o título de pilotos na última temporada — um marco que encerrou um jejum de 34 anos sem títulos consecutivos.
Apesar do cenário positivo, o próximo campeonato traz desafios inéditos. A Fórmula 1 passará por uma profunda reformulação técnica, considerada a maior de sua história. O novo regulamento redefine completamente as unidades de potência, com uma divisão equilibrada entre motor a combustão e sistema elétrico, cada um responsável por 50% da potência total, o que tornará a gestão de energia muito mais exigente ao longo das corridas.
Outra mudança significativa é a retirada do MGU-H, enquanto o MGU-K ganha ainda mais protagonismo. Com isso, as equipes precisarão reformular conceitos e estratégias relacionadas à recuperação e ao uso de energia, especialmente em voltas rápidas e situações de corrida.
Em meio a esse novo cenário, a McLaren optou por manter a parceria com a Mercedes no fornecimento de motores. A decisão é vista com otimismo no paddock, já que há uma expectativa elevada de que a montadora alemã entregue uma das unidades de potência mais competitivas da nova era da categoria.
Para marcar o momento, a equipe divulgou nas redes sociais um vídeo do primeiro “fire-up” do motor. Nas imagens, o chefe de equipe Andrea Stella demonstra satisfação, reforçando a confiança interna no trabalho desenvolvido e no caminho escolhido para enfrentar os desafios técnicos da temporada 2026.