Quarta-Feira, 25 de Março de 2026

A necessária obediência às leis

Publicado em 16/03/2015
Por Jailson Dias
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Congresso Nacional /Divulgação

Em Picos a política tem girado em torno da disputa por cargos, leque de apoios e as eleições de 2016. Tudo dentro da normalidade institucional. A situação se inverte quando o assunto é a política nacional, que termina por afetar a vida de cada cidadão brasileiro diretamente. Geralmente crises econômicas geram crises políticas, mas o que podemos acompanhar nos últimos dias é o contrário. A luta por interesses mesquinhos pode lançar o Brasil no caos, como já aconteceu em um passado recente.

A falta de capacidade de articulação da Presidência da República, somado a impopularidade da presidenta reeleita Dilma Rousseff (PT), um Congresso Nacional repleto de pessoas desprovidas de interesse no bem público e parcelas conservadoras e reacionárias da população brasileira tem alimentado os problemas financeiros da nação.

Vale frisar que a falada crise econômica brasileira em nada se compara a períodos mais turbulentos de nossa história, como a onda reacionária que resultou no golpe militar de 1964, que cassou o mandato do então presidente João Goulart. Naquela ocasião a inflação alcançou picos de 200%, ao passo que a inflação atual não chega aos 9%, mas mesmo assim esses números têm sido utilizados para estimular pessoas desinformadas a se precipitarem.

O radicalismo dos brasileiros dos anos 1960 levou o país a 21 anos de ditadura militar. O golpe terminou engolindo os principais líderes civis, dentre eles, Carlos Lacerda. Quando do ano de 1979, final do governo Geisel, quarto presidente militar da ditadura, a inflação chegava aos conhecidos 200% ao ano. Dessa forma pode-se entender que os militares não resolveram nada, apenas acentuaram as desigualdades sociais brasileiras.

É preciso deixar a presidente reeleita governar, uma vez que ela recebeu o aval de 54,5 milhões de brasileiros, correspondendo a 51,64% dos votos. Todos nós, inclusive os mais reacionários, precisam obedecer às leis e entender que nada de bom virá do radicalismo. O crescimento econômico será retomado apenas através da normalidade institucional.

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