O jornalismo sempre foi identificado como uma profissão extremamente empolgante e, ao mesmo tempo, de alto risco, pois cabe ao profissional da imprensa vasculhar assuntos que alguns prefeririam que ficasse obscuro. O risco dessa profissão aumenta nos dias atuais em que a intolerância encontra cada vez mais força, buscando intimidar aqueles que têm a obrigação de levar a informação até os lares e contribuir para que as pessoas fiquem mais informadas e possam lutar por melhores condições de vida.
Mas e quando a intolerância se transforma em violência física que resulta em mortes, como os atentados ocorridos em Paris contra ao jornal Charlie Hebdo? Deve a imprensa se acovardar e ceder a pressões covardes daqueles que usam a força bruta para intimidar aqueles que usam a caneta e o bloquinho de anotações como principal arma? Claro que não! A imprensa se ergue, sempre deve se erguer e continuar desempenando o seu papel de “quarto poder”, fiscalizando, investigando e elucidando. E que os tiranos tremam!
É importante frisar que o atentado contra a revista francesa não é o único acontecimento do tipo verificado no mundo. A ONG Repórteres Sem Fronteiras divulga anualmente a relação de jornalistas mortos no exercício da profissão por todo o mundo. E os motivos são os mais variados, desde religiosos, como aconteceu na França, até políticos, ou, simplesmente, agressões cometidas por pessoas desequilibradas que deveriam ser privadas do convívio em sociedade.
Em Picos a realidade tem mudado gradualmente, pois a gama de profissionais capacitados que tem chegado às redações dos jornais locais tem exigido melhor tratamento por parte dos representantes públicos, mesmo que ainda haja um ou outro deslize de pessoas que não estão inteiradas do novo momento em que a transparência é a palavra de ordem. É para isso que o jornalista existe, e não há intimidação ou agressão que vá coibir o trabalho daqueles que nasceram para informar.
A imprensa é e sempre será livre!