Os municípios do Piauí passaram a contar com novas orientações técnicas para a aplicação da vacina contra a dengue e do nirsevimabe, anticorpo utilizado na prevenção da bronquiolite associada ao vírus sincicial respiratório. A iniciativa busca ampliar a cobertura vacinal e reforçar a segurança dos procedimentos realizados nas unidades de saúde.
As diretrizes foram apresentadas pela Secretaria de Estado da Saúde do Piauí (Sesapi) a coordenadores municipais, profissionais da Atenção Primária e equipes de vacinação, durante atualização das estratégias adotadas no estado.
Conforme o documento, o imunizante contra a dengue produzido pela Takeda é indicado para adolescentes de 10 a 14 anos, com esquema composto por duas doses e intervalo de três meses entre elas. Já a vacina desenvolvida pelo Instituto Butantan deve ser aplicada em pessoas de 15 a 59 anos, em dose única. A meta estabelecida é atingir 90% de cobertura entre os grupos prioritários, considerados estratégicos para diminuir o impacto da doença.
A Sesapi reforça que a administração dos imunizantes deve ocorrer exclusivamente em unidades de saúde, assegurando a manutenção da cadeia de frio, o registro adequado das aplicações e o acompanhamento dos pacientes. Também orienta que o esquema iniciado seja concluído com o mesmo fabricante, evitando falhas na proteção e inconsistências no calendário vacinal.
Em relação ao nirsevimabe, a recomendação é ampliar o acesso para crianças elegíveis, especialmente no período de maior circulação de vírus respiratórios. A estratégia tem como objetivo reduzir internações e complicações graves, sobretudo entre públicos mais vulneráveis.
Durante a capacitação, as equipes também receberam instruções sobre a identificação e notificação de possíveis eventos adversos, como anafilaxia, trombose e síndrome de Guillain-Barré, por meio do sistema e-SUS Notifica, seguindo protocolos do Ministério da Saúde e da Agência Nacional de Vigilância Sanitária. A vigilância epidemiológica deve monitorar ainda situações de aplicação fora da faixa etária recomendada ou em gestantes.
A coordenadora estadual de imunização, Bárbara Pinheiro, destacou que a qualificação permanente das equipes é fundamental para o sucesso das campanhas. Segundo ela, a medida fortalece a segurança das aplicações, amplia a cobertura e contribui para manter a confiança da população nas vacinas.
As ações integram o conjunto de estratégias adotadas pelo estado para enfrentar a dengue e consolidar as políticas de imunização, consideradas essenciais para conter a circulação de vírus e evitar a sobrecarga dos serviços de saúde, especialmente nos períodos de maior incidência de doenças sazonais.