Os servidores técnico-administrativos da Universidade Federal do Piauí (UFPI) e da Universidade Federal do Delta do Parnaíba (UFDPar) iniciam, nesta segunda-feira (23), uma paralisação por tempo indeterminado. A decisão foi aprovada em assembleia realizada no último dia 10 e comunicada oficialmente às reitorias pelo Sindicato dos Trabalhadores em Universidades Federais no Estado do Piauí (Sintufpi).
Segundo o sindicato, o movimento está respaldado na Lei nº 7.783/1989, cuja aplicação ao serviço público foi reconhecida pelo Supremo Tribunal Federal (STF). A entidade informou ainda que atividades consideradas essenciais deverão ser mantidas, conforme prevê a legislação.
A greve local faz parte de uma mobilização nacional coordenada pela FASUBRA Sindical, que representa a categoria em todo o país. Entre os pontos centrais da pauta estão a execução integral de acordos firmados em movimentos anteriores, a reestruturação da carreira dos Técnicos-Administrativos em Educação (TAEs), valorização profissional, defesa da gestão democrática e melhores condições de trabalho.
Os servidores também reivindicam ações concretas de enfrentamento ao assédio e respeito às decisões coletivas e às entidades representativas. Em comunicado, o Sintufpi classificou a paralisação como um direito constitucional e reforçou que permanece aberto ao diálogo.
O ofício informando a deflagração da greve foi protocolado no dia 18 de fevereiro, com a sinalização de que o sindicato está disposto a negociar com as administrações das universidades.
Com a adesão da categoria, setores administrativos e parte das atividades acadêmicas podem ser afetados nas duas instituições.
Em nota, a UFDPar afirmou que reconhece o direito de greve como instrumento legítimo dos trabalhadores, assegurado pela Constituição Federal, e informou que adotará medidas para garantir a continuidade dos serviços essenciais durante o período de paralisação.
Até o encerramento desta reportagem, a reitoria da UFPI ainda não havia divulgado posicionamento oficial sobre o movimento.