Segunda-Feira, 02 de Março de 2026

Piauí registra pior taxa desemprego e subutilização no país em 2025, aponta IBGE

Publicado em 21/02/2026
Por Bismark Sousa
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Carteira de Trabalho/Foto: Agência Brasil

Em 2025, o Piauí ficou fora da lista dos 19 estados e do Distrito Federal que atingiram a menor taxa anual de desocupação de sua série histórica, iniciada em 2012. No sentido oposto, o estado registrou a maior taxa de desemprego do país, com 9,3%, enquanto a média nacional foi de 5,6%. Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), divulgada nesta sexta-feira (20) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.

Na sequência do ranking de maiores taxas de desocupação aparecem outros dois estados nordestinos: Bahia (8,7%) e Pernambuco (8,7%). A taxa divulgada pelo IBGE considera pessoas sem trabalho que estavam em busca de ocupação. Na comparação entre o quarto trimestre de 2025 e o trimestre imediatamente anterior, o Piauí apresentou estabilidade, mantendo o índice em 8%.

Apesar do desempenho negativo no desemprego, dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados no fim de janeiro deste ano pelo Governo do Piauí, indicam que o estado registrou em 2025 a criação de 21.022 novos postos de trabalho formais, alcançando um estoque de 382.684 vínculos com carteira assinada. No período, o Piauí ficou entre os estados com maior crescimento relativo do emprego formal, com variação de 5,81%.

Na taxa de subutilização da força de trabalho — que engloba pessoas desocupadas, trabalhadores que atuam menos de 40 horas semanais e gostariam de trabalhar mais, além do potencial da força de trabalho — o Piauí apresentou o pior índice do país, com 31,0%. A média nacional foi de 14,5%. Bahia e Alagoas aparecem logo em seguida, ambos com 26,8%.

No índice de desalento, que considera pessoas que gostariam de trabalhar, mas desistiram de procurar emprego por acreditarem que não conseguiriam, o Maranhão liderou com 9,5%, seguido por Alagoas (8,5%) e Piauí (7,8%). As menores taxas foram registradas em Santa Catarina (0,3%), Mato Grosso do Sul (0,6%) e Rio Grande do Sul (0,9%). A média nacional ficou em 2,6%.

O Piauí também figurou entre os estados com menor percentual de empregados no setor privado com carteira assinada no quarto trimestre de 2025. Maranhão (52,5%), Piauí (54,3%) e Paraíba (54,8%) apresentaram os menores índices, enquanto o Brasil registrou média de 74,4% de trabalhadores do setor privado com vínculo formal.

Fonte: O Dia

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