A tarde de terça-feira, 17 de fevereiro, confirmou o que já se desenhava como uma das disputas mais apertadas dos últimos anos no Carnaval paulistano: a Mocidade Alegre conquistou mais um título no Grupo Especial. A definição veio na apuração realizada após os desfiles no Sambódromo do Anhembi.
A diferença foi mínima. A campeã somou 269,8 pontos, apenas um décimo à frente da Gaviões da Fiel, que terminou com 269,7. Logo atrás apareceu a Dragões da Real, com 269,6. Uma sequência de notas que traduz o equilíbrio da competição.
O desfile que garantiu a vitória levou para a avenida o enredo “Malunga Léa, Rapsódia de uma Deusa Negra”, uma homenagem à atriz Léa Garcia. A apresentação destacou a trajetória artística e a atuação da artista na defesa da igualdade racial, lembrando seu legado no teatro e no cinema. Léa morreu em 2023, aos 90 anos.
A narrativa construída pela escola percorreu momentos marcantes da carreira da atriz, incluindo a novela Escrava Isaura, exibida em 1976, e o filme Orfeu Negro, produção de 1959 que projetou sua imagem internacionalmente.
Com o resultado, a Mocidade Alegre alcança o 13º título no Carnaval de São Paulo. A conquista anterior havia sido no ano passado.
Na parte de baixo da tabela, o cenário foi de queda. A Rosas de Ouro, que havia vencido a edição de 2025, acabou rebaixada após perder meio ponto por penalização e fechar a apuração com 268,4. A Águia de Ouro, com 268,2, também desce para o Grupo de Acesso.
Por outro lado, a Acadêmicos do Tucuruvi, campeã do Acesso neste ano, garantiu presença no Grupo Especial em 2027. A Pérola Negra também sobe, após empatar em 269,4 pontos com a Mancha Verde e levar vantagem no critério de desempate.