Entre 2023 e 2025, o estado do Piauí firmou a contratação de aproximadamente 27,8 mil moradias por meio do programa Minha Casa, Minha Vida, somando um aporte federal de R$ 3,08 bilhões. As informações constam em dados oficiais divulgados pelo Governo do Brasil e integram o novo ciclo da política habitacional retomada no início de 2023.
O volume contratado no estado acompanha um movimento nacional expressivo: o programa alcançou 2,1 milhões de unidades habitacionais contratadas em todo o país, superando a meta prevista inicialmente para o final de 2026 com um ano de antecedência.
Os resultados foram apresentados na última sexta-feira (23), durante cerimônia realizada em Maceió (AL), que contou com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do ministro das Cidades, Jader Filho. Além de celebrar o cumprimento antecipado da meta, o evento marcou a entrega de 1.337 moradias no estado de Alagoas.
No cenário nacional, o investimento federal destinado ao Minha Casa, Minha Vida no período ultrapassa R$ 317 bilhões. Segundo o governo, as contratações realizadas têm potencial para beneficiar cerca de 8,4 milhões de brasileiros, considerando a média de moradores por residência nas cinco regiões do país.
A região Nordeste aparece como a segunda maior em número de unidades contratadas, com 557,3 mil moradias e investimento de R$ 68,62 bilhões, ficando atrás apenas do Sudeste, que lidera com 870,5 mil contratos e R$ 144,77 bilhões aplicados. Na sequência vêm as regiões Sul, Centro-Oeste e Norte.
O desempenho do Piauí reflete essa expansão regional e está alinhado ao foco do programa em atender famílias de menor renda. Pelas regras atuais, a Faixa 1 contempla famílias com renda mensal de até R$ 2.850, oferecendo subsídios que podem cobrir até 95% do valor do imóvel. As faixas seguintes ampliam o atendimento para rendas maiores, incluindo uma modalidade voltada à classe média, com teto de renda de R$ 12 mil mensais.
Durante o evento, o presidente Lula ressaltou que os avanços do programa vão além da garantia de moradia. Segundo ele, o Minha Casa, Minha Vida também atua como motor econômico, impulsionando a geração de empregos e renda, especialmente no setor da construção civil.
Levantamentos de entidades especializadas reforçam esse impacto. Dados da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) apontam crescimento significativo nos lançamentos imobiliários em 2025, impulsionado principalmente por empreendimentos vinculados ao programa habitacional.
Além dos contratos já firmados, o Governo Federal anunciou a ampliação dos objetivos e pretende contratar mais um milhão de unidades habitacionais ainda este ano. Também foram divulgadas mudanças nas regras do sistema financeiro de habitação, com a meta de ampliar o acesso ao crédito imobiliário e alcançar um público de renda mais elevada