Quarta-Feira, 21 de Janeiro de 2026

Piauí registra queda nas mortes maternas, neonatais e infantis entre 2022 e 2025, aponta Sesapi

Publicado em 21/01/2026
Por Renata Arrais
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Indicadores apontam queda na mortalidade materna e infantil/Foto: Reprodução/Pixabay

A Secretaria de Estado da Saúde do Piauí (Sesapi) tornou públicos, nesta terça-feira (20), os resultados dos principais indicadores da saúde no estado entre os anos de 2022 e 2025. Os dados, consolidados em parceria com o Sistema Único de Saúde (SUS), revelam uma queda consistente nas mortes maternas, neonatais e infantis ao longo do período analisado, tanto em números absolutos quanto nas taxas proporcionais ao total de nascidos vivos — critério adotado em avaliações nacionais e internacionais.

Entre os indicadores, a mortalidade materna foi a que apresentou a redução mais significativa. Em 2022, o Piauí contabilizou 37 mortes de gestantes ou puérperas. Já em 2025, o número caiu para 24, representando uma diminuição de 35,2%. A razão de mortalidade materna, que calcula o número de óbitos a cada 100 mil nascidos vivos, também apresentou melhora, passando de 87,6 para 60,8 no mesmo intervalo, refletindo avanços no acompanhamento do pré-natal, no parto e no período pós-parto.

Os dados relacionados à mortalidade neonatal, que considera óbitos ocorridos até o 26º dia de vida, também indicam progresso. O índice por 100 mil nascidos vivos recuou de 415 em 2022 para 337 em 2025, o que corresponde a uma redução de 18,8%. A taxa por mil nascidos vivos acompanhou essa tendência, caindo de 9,8 para 8,5 ao longo dos três anos.

A mortalidade infantil, que engloba crianças com até um ano de idade, seguiu o mesmo movimento de queda. Em 2022, o estado registrava 666 óbitos infantis por 100 mil nascidos vivos. Em 2025, o número foi reduzido para 544, uma diminuição de 18,3%. Já a taxa por mil nascidos vivos passou de 15,8 para 13,7 no período.

Esses indicadores são utilizados como parâmetros para medir a qualidade e o acesso aos serviços de saúde, especialmente na atenção básica, no pré-natal, na assistência ao parto e no cuidado com recém-nascidos e crianças. A redução observada aponta avanços nessas áreas, embora os dados ainda revelem desafios importantes, sobretudo em localidades marcadas por maior vulnerabilidade social.

As informações divulgadas pela Sesapi fazem parte do acompanhamento permanente da saúde pública no estado e subsidiam o planejamento e a avaliação de políticas públicas. A análise comparativa entre os anos permite identificar tendências, ajustar estratégias e direcionar ações voltadas à redução de riscos evitáveis, especialmente entre gestantes, bebês e crianças.

Apesar dos resultados positivos, a mortalidade materna e infantil continua sendo um dos principais reflexos das desigualdades sociais e do acesso aos serviços de saúde no Brasil. No Piauí, os números reforçam a necessidade de manter e fortalecer políticas de prevenção, diagnóstico precoce e acompanhamento contínuo para consolidar os avanços e ampliar a redução desses índices nos próximos anos.

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