O ator Wagner Moura conquistou, neste domingo (11), o prêmio de melhor ator em filme de drama no Globo de Ouro 2026 por sua atuação em O Agente Secreto, tornando-se o primeiro brasileiro a vencer a categoria. A premiação foi realizada nos Estados Unidos e marcou uma noite histórica para o cinema nacional.
Durante o discurso de agradecimento, Moura destacou a parceria com o diretor Kleber Mendonça Filho e ressaltou a mensagem central do longa. Segundo o ator, o filme aborda temas como memória, esquecimento e traumas que atravessam gerações. Ele também dedicou a conquista a quem mantém seus valores em momentos difíceis e encerrou a fala em português, exaltando o Brasil e a cultura brasileira.
Na disputa, Wagner Moura superou Joel Edgerton (Sonhos de Trem), Oscar Isaac (Frankenstein), Dwayne Johnson (Coração de Lutador: The Smashing Machine), Michael B. Jordan (Pecadores) e Jeremy Allen White (Springsteen: Salve-me do Desconhecido).
Ambientado na década de 1970, O Agente Secreto retrata a história de um professor universitário que retorna ao Recife para reencontrar o filho caçula, mesmo diante dos riscos impostos pelo período da ditadura militar. Moura interpreta o protagonista da trama.
A produção brasileira teve destaque duplo na cerimônia. Além do prêmio de atuação, o longa venceu o Globo de Ouro de melhor filme em língua não inglesa, feito que não acontecia há 27 anos, desde a vitória de Central do Brasil. Foi também a primeira vez que o Brasil conquistou dois prêmios em uma mesma edição do Globo de Ouro.
A categoria foi anunciada pela atriz Minnie Driver, que surpreendeu o público ao dizer “Parabéns” em português antes de revelar o vencedor. Ao receber o prêmio, Kleber Mendonça Filho enviou um cumprimento ao Brasil, agradeceu ao elenco e elogiou Wagner Moura, destacando a parceria profissional e pessoal entre os dois.
O diretor ainda dedicou a conquista aos jovens cineastas e ressaltou a importância do atual momento histórico para a produção audiovisual, tanto nos Estados Unidos quanto no Brasil. O Agente Secreto também concorreu ao prêmio de melhor filme dramático, mas a estatueta ficou com Hamnet.