Familiares e amigos de Antônio da Silva, de 75 anos, conhecido popularmente como Antônio Cachopa, realizaram uma manifestação na manhã desta sexta-feira, 9 de janeiro, onde o idoso foi assassinado, na Travessa Quinze de Novembro, no centro de Picos. O ato é um protesto contra a soltura do principal suspeito do crime e pede justiça pela morte do trabalhador, bastante conhecido no município.
Antônio Cachopa foi encontrado morto na tarde do último domingo (4), dentro da própria oficina de lanternagem. De acordo com as investigações iniciais, a vítima apresentava diversas marcas de agressões, principalmente na região do rosto, indicando que teria sido brutalmente espancada.


Local onde o corpo foi encontrado
Na segunda-feira (5), uma ação conjunta da Polícia Militar e da Polícia Civil resultou na prisão de um homem identificado pelas iniciais J. L. dos S., apontado como principal suspeito do homicídio. Ele foi localizado escondido em um terreno baldio nas proximidades da oficina, acompanhado da companheira, sendo conduzido à Central de Flagrantes, onde foram realizados os procedimentos legais.
Segundo familiares da vítima, J. L. dos S. já mantinha desavenças com Antônio Cachopa, uma vez que o suspeito teria praticado furtos anteriores na oficina e estaria prestes a ser denunciado à polícia. A suspeita é de que essa situação tenha motivado o crime, culminando no assassinato do idoso. Após a prisão, o homem chegou a permanecer à disposição da Justiça, enquanto o caso seguia sob investigação pelas autoridades competentes.
No entanto, após a prisão, o suspeito foi posto em liberdade, decisão que gerou revolta e indignação entre familiares e amigos da vítima. Com palavras de ordem como “Queremos Justiça”, os manifestantes cobram uma resposta mais rigorosa das autoridades judiciais.

Tapete sujo de sangue
De acordo com a família de Antônio Cachopa, a justificativa apresentada pela Justiça para a soltura foi a falta de provas suficientes, apesar de a companheira do suspeito ter afirmado, em depoimento à polícia, que ele confessou o crime a ela.


Familiares de Antônio Cachopa
Júlio Araújo, filho de Antônio Cachopa também destacou que, segundo foi informado, para a Justiça só haverá responsabilização caso sejam encontradas provas materiais, como o celular levado da vítima, a arma do crime, ou uma confissão direta do suspeito.
Muito querido em Picos, Antônio Cachopa era lembrado como um homem trabalhador, bom pai e amigo de todos.
Em nome da família da vítima, Júlio Araújo manifestou o sentimento de revolta com a soltura do acusado.
Antônio Cachopa deixa esposa e três filhos. O caso segue sob investigação da Polícia Civil.


