O governador confirmou que iria pagar o reajuste do piso, mas devido as finanças debilitadas e o reajuste também do salário mínimo, iria parcelar esse pagamento, para não comprometer o equilíbrio fiscal do Estado. Segundo o secretário de Administração, Franzé Silva, o impacto na folha de pagamento será de R$ 4,5 milhões por mês com a autorização dos 4% para os professores da rede estadual de ensino.
Em 2015, o Governo do Piauí alegou que já pagava acima do piso, de R$ 1800,00 na época. No Piauí já era R$ 1.950,00, e mesmo assim, reajustou em cima do valor total pago à categoria. Enquanto outros estados não pagaram o reajuste no ano passado, em 2016.
No Piauí são cerca de 20 mil professores e 380 mil alunos distribuídos em 800 escolas em todo o Estado. O ano letivo está previsto para ser iniciado no dia 13, mas os professores realizam uma assembleia geral no dia 10, às 10 horas, no Clube do Professor, para discutir o pagamento do reajuste, o início do ano letivo e uma greve geral dos trabalhadores em Educação para ser deflagrada a partir do dia 15 de março.
A presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Piauí (Sinte-PI), Odeni Silva, disse que a princípio a categoria não aceitaria o parcelamento, mas disse que os professores vão cobrar o retroativo a janeiro no pagamento da segunda parcela prevista para o mês de julho.
“Vamos fazer uma assembleia, dia 10, e discutir o reajuste, o parcelamento e o indicativo de greve”, reafirmou. Ela ainda disse que o governo inclui no contracheque dos professores a regência, em torno de R$ 260,00, por isso, deve pagar o reajuste em cima do valor total. (LC)
Professores ameaçam não iniciar ano letivo
Os professores ameaçam não iniciar o ano letivo, previsto para o dia 13 de fevereiro. “Se o governo não negociar o retroativo vamos reagir. E a reação que temos é essa, não iniciar o ano letivo”, advertiu Odeni Silva.
Ela reclamou que no ano passado o reajuste concedido foi de 11,33% e agora foi reduzido para 7,64% e, mesmo assim, ainda vão pagar parcelado. “Podemos não iniciar as aulas. Tudo vai ser decidido na assembleia geral. Na pauta está o pagamento do reajuste parcelado, o início do período letivo e um indicativo de greve nacional dos trabalhadores em educação em todo o pais para o dia 15 de março. Vamos analisar e decidir”, adiantou a presidente do Sinte-PI.
De acordo com ela, o Governo tinha argumentado a crise financeira para não pagar o valor total do reajuste. O pagamento do piso dos professores é uma lei e tem que ser cumprida. “Não vamos abrir mão do nosso direito. Vamos para a luta e cobrar o pagamento do valor total do reajuste”, finalizou a professora Odeni Silva. (LC)
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