Sábado, 28 de Março de 2026

Mudanças de partido e a credibilidade política

Publicado em 25/10/2015
Por Jailson Dias
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As faladas eleições municipais se aproximam e junto com elas os políticos começam a pensar na própria sobrevivência na vida pública. Não raramente, ou até de forma muito comum, costuma-se esquecer de desavenças pessoais. Inimigos de sangue se tornam os melhores amigos, trocam elogios e declarações de apoio. É exatamente isso que a população de Picos tem assistido nos últimos dias, vereadores, suplentes, lideranças, abandonando um barco e buscando abrigo em outro.

Com a “janela partidária” aberta pelo Congresso Nacional ocorreu uma verdadeira debandada de algumas siglas no município de Picos. Na Câmara Municipal, 12 vereadores mudaram de partido, fazendo surgir duas novas legendas: o Partido da Mobilização Nacional (PMB), criado pelo vereador Antônio Afonso e o Rede-Sustentabilidade, que está sob a organização da vereadora Fátima Sá, ex - PSDB.

Não é a intensão do jornal Folha Atual julgar a estratégia adotada pelos candidatos que buscam a sua sobrevivência política, mas práticas como essas sempre causam mal-estar entre muitos eleitores. Basta lembrar que há quatro anos, assim que a deputada estadual Belê Medeiros (PP), perdeu a eleição para a Prefeitura de Picos, começou a debandada de vereadores que estiveram com ela durante a campanha.

Alguns nem esperaram o candidato eleito, Kléber Eulálio, tomar posse como prefeito, gritaram imediatamente seu apoio a ele após receber alguns cargos. Outros aderiram à nova gestão posteriormente, e foram devidamente agraciados. Poucos meses depois a deputada Belê Medeiros disse que tinha ficado magoada com a situação.

O certo é que alguns destes estão voltando hoje às boas graças junto ao pré-candidato Gil Paraibano. Este afirma que recebe todas as adesões de braços abertos, independente de o terem abandonado após a sua derrota. Como a gestão de Kléber Eulálio não foi a mais feliz da história picoense, o nome de Gil terminou se gabaritando para administrar o município.

O Pe. Walmir Lima declarou que os desertores receberão o troco nas urnas, mas será que a população realmente deixará de votar nos adesistas de sempre? Se olharmos para a política como um todo, analisando a questão nacional e histórica, veremos que não. A mudança de partido e grupo político é muito comum em terras brasileiras. Muitos dos chamados “infiéis”, com um histórico de mudança partidária, estão no poder há décadas, e a política permanece como sempre, uma forma de fazer valer os interesses pessoais em detrimento do coletivo.

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