Picos(PI), 16 de Julho de 2019

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Tiago Iorc volta com novo disco, lançado de surpresa e Top 50 do Spotify
Postado em 08/05/2019 por Jailson Dias
Tiago se recolheu no topo de sua popularidade, e agora, com Reconstrução, sabe-se que ele usou esse período para se dedicar ao projeto
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Tiago Iorc
Foto: Reprodução/instagram/@tiagoiorc

O lançamento-surpresa do disco Reconstrução fez o novo trabalho de Tiago Iorc ser um dos assuntos mais comentados desde o último domingo. Isso está não só refletido nas redes sociais como também no ranking dos serviços de streaming como o Spotify Brasil, no qual, em menos de 24 horas, todas as 13 faixas inéditas do álbum entraram no Top 50. Tiago foi o artista que mais colocou músicas na plataforma em menos tempo, o que o fez bater recorde. A triste canção Desconstrução chegou ao 2º lugar na lista enquanto Sei, que traz uma atmosfera de Clube da Esquina, ocupou a 44ª posição. O disco tem distribuição da gravadora Universal Music - e, por lá, na assessoria de imprensa, por exemplo, o lançamento também foi uma surpresa.

Até o momento, Tiago não deu entrevistas para falar sobre o novo trabalho ou explicar por que lançou o disco dessa forma. Mesmo assim, alguns fatores podem explicar essa grande repercussão em torno de Reconstrução, que, na verdade, foi lançado como um disco visual: cada canção ganhou um clipe, como se fossem curtas-metragens, que, juntos, formassem um longa - nos créditos, Tiago assina a realização do filme com Rafael Trindade e apresenta Michele Alves no elenco.

Em janeiro de 2018, o cantor e compositor brasiliense, hoje com 33 anos, anunciou que tiraria um período sabático e, portanto, ficaria afastado das redes sociais. Os fãs tomaram um baque com a decisão. Afinal, ele estava no auge após emplacar vários sucessos de seu disco Troco Likes, de 2015, como Coisa Linda e Amei Te Ver, mesclando canções pop e baladas românticas. As músicas entraram nas trilhas sonoras de novelas, e Tiago virou figurinha frequente em programas de TV. Mesmo para um artista com então mais de dez anos de estrada - e, assim, com certa experiência sobre as delícias e as dificuldades de se dedicar à música -, parecia uma exposição exagerada. Em sua saída de cena, sem data para voltar, Tiago deixou em suas redes uma mensagem enigmática, em que escreveu: "Dez anos que me viveram. Se foram: intensos como um piscar de olhos e efêmeros como a eternidade (. .) Hoje me vi sem medo e senti saudade. Ou teria eu sentido medo de não sentir medo? Hoje me vi sem certezas e me senti velho. Somente o velho não consegue ter certeza do que é sonho. Concluí que um descanso vai me fazer bem". E não se teve notícias mais dele, o que fez certamente seus fãs se manterem à espreita a um mínimo sinal de seu retorno.

Tiago se recolheu no topo de sua popularidade, e agora, com Reconstrução, sabe-se que ele usou esse período para se dedicar ao projeto. O lançamento de um disco assim, de surpresa, sem anúncio qualquer, não é novidade, mas, invariavelmente, para um nome já consolidado, costuma causar esse impacto. Com os Tribalistas, de Arnaldo Antunes, Marisa Monte e Carlinhos Brown, foi assim com o segundo disco, lançado em 2017. Já Anitta anunciou o que seria seu novo trabalho, Kisses (2019), também um disco visual, pouco tempo antes de colocá-lo no streaming. As 10 canções do disco da artista brasileira ganharam 10 clipes, já bebendo na fonte, por exemplo, de Lemonade, icônico disco de Beyoncé (2016), com 12 faixas, que renderam 12 clipes. Reconstrução vem nessa toada, apesar de parecer mais conceitual.

"Acho bem-vinda essa ação, não se opõe ao (lançamento em) single Acho que é uma coisa que caminha em paralelo à outra. E é algo que demanda um esforço maior. Um artista que já está estabilizado como o Tiago tem condições de propor isso", analisa o produtor João Marcello Bôscoli. Há quem diga que tudo não passou, desde o começo, de pura estratégia. Sobre isso, Bôscoli diz: "Se o marketing é o da surpresa, que legal, poucas coisas surpreendem hoje, e foi arriscado, podia não ter dado certo. Quando você lança tudo de uma vez e tem nome, isso ajuda".

Para o também produtor Pena Schmidt, esse modelo de lançamento é, com certeza, impactante. "Mas lançar em singles tem a vantagem de se espalhar pelo tempo, proporciona visibilidade mais persistente, Anitta que o diga", pondera ele. "Mas é válido fechar o ciclo de gravar e pôr tudo na rua com ímpeto, partir para o show." Por falar em shows, segundo a assessoria de imprensa do músico, Tiago não tem agenda de apresentações. Ao menos, não por enquanto.

Fonte: Folha Press

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