Picos(PI), 24 de Abril de 2019

Economia
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Piauiense paga R$ 286 por ano para cobrir déficit da Previdência no estado
Postado em 13/04/2019 por Redação
O estudo foi realizado pela Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro.
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Ao considerar dados da Secretaria de Previdência, a Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan) aponta o tamanho do problema previdenciário para as unidades da federação, mais especificamente o impacto que este representa para as contas públicas. Para avaliar isso, a entidade considera o aporte financeiro que os Tesouros Estaduais precisam realizar para cobrir o desequilíbrio entre receitas e despesas.

O déficit previdenciário do Piauí é o segundo menor índice da região Nordeste, empatado com o Maranhão e o quinto menor em relação ao restante do país. Os números de R$ 900 milhões são os mesmos apresentados pelo governo estadual. 

Pelo estudo da Firjan, cada habitante do Piauí paga cerca de R$ 286 por ano para cobrir o déficit do fundo previdenciário piauiense, dinheiro esse que se somando, segundo a instituição, poderia injetar milhões em ações nas áreas de educação, saúde, entre outras áreas. Considerando a totalidade dos estados brasileiros, o déficit com a Previdência atinge a marca dos R$ 77,8 bilhões.


Elaboração: Firjan 

Para Fernando Galvão, vice-presidente do Conselho Regional de Economia (Corecon-PI) isso acaba se tornando uma “armadilha” para o governo, que precisa conter o crescimento desse rombo em seu sistema previdenciário e ao mesmo tempo garantir investimentos para outros setores.

“Isso acaba consumindo parcelas cada vez maiores do orçamento total do Estado, fazendo com que seja destinando uma maior parte desse orçamento para cobrir o déficit, comprometendo uma série de outras áreas, sobretudo os investimentos, que poderiam ser estratégicos para aumentar a receita futura”, explica o economista.

Vale destacar que para facilitar a visualização dos dados, o levantamento da Firjan não incluiu as unidades federativas que apresentavam superávit previdenciário, neste caso, Amapá (R$ 413mil), Roraima (R$ 395mi), Rondônia (R$ 258mi) e Tocantins (R$ 64mi). 

A Firjan leva em consideração os dados públicos dos estados no ano de 2017.

Por: Breno Cavalcante - Jornal O Dia

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