Picos(PI), 11 de Dezembro de 2018

Política
AUMENTO
Governo Bolsonaro já tem 7 ministérios a mais do que prometido
Postado em 04/12/2018 por Jailson Dias
Até o momento foram apresentados os nomes de 20 auxiliares do primeiro escalão
Tamanho da fonte A A
Esplanada dos Ministérios
Foto: UOL Notícias

O governo de Jair Bolsonaro (PSL) terá 22 ministérios, sete a mais do que os 15 prometidos durante a campanha eleitoral.
Na tarde desta segunda-feira (3), o futuro chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, apresentou uma projeção da estrutura que será adotada na Esplanada no ano que vem.

Dos atuais 29 ministérios, sete deixaram de existir: Segurança Pública, Desenvolvimento Social, Trabalho, Cultura, MDIC (Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior), Planejamento, Esporte, Integração Nacional e Cidades.
Essas pastas foram fundidas com outras, caso de Justiça e Segurança Pública, e outras rebatizadas, como Transporte, que ganhou o nome de Infraestrutura. Foram criados ainda dois ministérios, como Cidadania (que unificou Desenvolvimento Social, Esporte, Cultura e parte do Trabalho) e Desenvolvimento Regional (Integração Nacional e Cidades).

Até o momento foram apresentados os nomes de 20 auxiliares do primeiro escalão e os dois restantes devem ser definidos esta semana. Bolsonaro ainda não nomeou os futuros chefes de Meio Ambiente e de Direitos Humanos.

Para o primeiro estão entre os cotados Xico Graziano e Ricardo Salles, já o Ministério de Direitos Humanos pode ser comandado por Damares Alves, advogada que atualmente é assessora do senador Magno Malta (PR-ES).

Com a apresentação do desenho final da estrutura da Esplanada no próximo governo, Onyx confirmou que o Trabalho perderá o status de ministério, e será dividido em três pastas: Cidadania (Osmar Terra), Economia (Paulo Guedes) e Justiça e Segurança Pública (Sergio Moro).

"O Ministério do Trabalho passa a estar contido, majoritariamente, no Ministério da Justiça. Lá estará a secretaria que cuida das cartas sindicais, que foi foco de problema. Vai estar sob controle do de Moro para combater problemas. Envolve a concessão de carta sindical", disse Onyx.

Segundo ele, em Economia ficará parte do Ministério do Trabalho como a gestão do FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço). Já Cidadania cuidará de temas como economia solidária e políticas públicas para emprego e renda.

A Secom (Secretaria de Comunicação Social), à qual Bolsonaro cogitou devolver o status de ministério, será dividida em duas estruturas. Uma primeira, que cuidará da comunicação institucional do governo, será subordinada à Secretaria-Geral, ministério que será assumido por Gustavo Bebianno.

Segundo Onyx, a parte de contratos é atualmente administrada pelo general Floriano Peixoto, como antecipou a Folha.
A assessoria do presidente e a administração de suas redes sociais devem ficar em outra estrutura, numa assessoria especial ligada diretamente a seu gabinete. De acordo com o ministro, um profissional da área de imprensa deve ser escolhido para o cargo, mas ainda não há definição.

O PPI (Programa de Parcerias de Investimentos), hoje subordinado à Secretaria-Geral, passará à gestão do general Carlos Alberto dos Santos Cruz, que chefiará a Secretaria de Governo.

A relação com o Legislativo será dividia entre a Casa Civil e a Secretaria de Governo. Segundo Onyx, Santos Cruz cuidará de temas federativos, como relação estados e municípios. Na Casa Civil ficarão abrigadas duas secretarias, uma que fará a interlocução com a Câmara e outra, com o Senado.

O futuro ministro da Casa Civil disse que será auxiliado na relação com parlamentares por ex-congressistas, entre eles o deputado federal Carlos Manato (PSL-ES). Ele estima que o futuro governo já conta com o apoio de 350 deputados e de cerca de 40 senadores.

Onyx afirmou também que a estrutura de algumas secretarias e órgãos subordinados aos ministérios ainda não foram definidos, caso da Funai. Segundo ele, o mais provável é que a estrutura seja assumida pelo Ministério da Agricultura, que será comandado pela deputada ruralista Tereza Cristina (DEM-MS).
 
O ministério de Bolsonaro
Casa Civil
Onyx Lorenzoni

GSI
general Augusto Heleno

Secretaria de Governo
general Carlos Alberto dos Santos Cruz

Secretaria-Geral
Gustavo Bebianno

Economia (Fazenda, Planejamento, Trabalho e MDIC)
Paulo Guedes

Minas e Energia
Bento Albuquerque

Justiça e Segurança Pública (Justiça, Segurança Pública e Trabalho)
Sergio Moro

Relações Exteriores
Ernesto Araújo

Defesa
general Fernando Azevedo e Silva

Educação
Ricardo Vélez Rodríguez

Saúde
Luiz Henrique Mandetta

Agricultura
Tereza Cristina

Infraestrutura (Transportes, Aviação Civil, Portos e Aeroportos)
Tarcísio Freitas

Ciência, Tecnologia e Comunicações
Marcos Pontes

Cidadania (Desenvolvimento Social, Trabalho, Esporte e Cultura)
Osmar Terra

Turismo
Marcelo Álvaro Antônio

Banco Central
Roberto Campos Neto

AGU
André Luiz Mendonça

CGU
Wagner Rosário

Desenvolvimento Regional (Cidades e Integração Nacional)
Gustavo Canuto

Falta anunciar
Meio Ambiente
Direitos Humanos

Perderam status de ministério e foram anexados a outras pastas
Segurança Pública
Desenvolvimento Social
Trabalho
Cultura
MDIC
Planejamento
Esporte
Integração
Cidades

Fonte: Folhapress

Comentários

Nenhum comentario realizado para esta materia
 
  • Diretor Proprietário
    Edson de Sousa Costa
  • Repórteres
    Edson Costa
    Jailson Dias
    Marta Soares
  • Revisão
    Equipe
  • Departamento Comercial
    Edson Costa
  • Folhaatual.com.br - Rua Coelho Rodrigues, 403 - 2º Andar - Centro - Picos - Piauí - Fone: (89) 3422-6652