Picos(PI), 11 de Dezembro de 2018

Saúde
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Piauí registra 18 óbitos de bebês para cada 1.000 nascimentos, diz IBGE
Postado em 30/11/2018 por Jailson Dias
Ainda segundo a pesquisa, os melhores indicadores de mortalidade infantil observados no Brasil ainda estão longe daqueles verificados nos países mais desenvolvidos
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Foto: Divulgação

O Piauí registrou em 2017, 18 mortes de bebês para cada mil nascimentos. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (29) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). É a quarta maior taxa de mortalidade infantil dentre as unidades da federação. O estado apresentou 5,7 óbitos a mais que a média observada para o Brasil, que foi de 12,8 óbitos.

De acordo com o IBGE, o Piauí fica à frente apenas de Rondônia (19,6 óbitos), Maranhão (20,3 óbitos) e Amapá (23,0 óbitos). O Espírito Santo é o estado que apresenta a menor mortalidade infantil, com 8,4 óbitos para cada 1.000 nascimentos, seguido de Santa Catarina, com 8,9 óbitos.

Ainda segundo a pesquisa, os melhores indicadores de mortalidade infantil observados no Brasil ainda estão longe daqueles verificados nos países mais desenvolvidos do mundo, como o Japão e a Finlândia, por exemplo, que para o ano de 2015 possuíam taxas de mortalidade infantil de aproximadamente 1,9 óbitos por 1.000 nascimentos. Comparando-se a esses países o Brasil tem um indicador de mortalidade infantil 6,7 vezes maior, enquanto o Piauí chega a ser 9,7 vezes maior.

"Ao analisarmos a situação do país no longo prazo, percebemos que houve uma grande melhoria nesse quesito, pois no ano de 1940 a taxa de mortalidade infantil chegava a 146,6 óbitos, evidenciando, portanto, uma queda de 91,3%  quando comparado ao mesmo indicador em 2017", explica Eyder Mendes, supervisor de Documentação e Disseminação de Informações do IBGE.

Segundo ele, a queda observada na mortalidade infantil é reflexo de políticas públicas governamentais para a saúde que têm sido adotadas ao longo do tempo, onde merecem ser destacadas: campanhas de vacinação em massa, atenção ao pré-natal, aleitamento materno, agentes comunitários de saúde, programas de nutrição infantil, etc.

"Outros fatores também contribuiram para a diminuição do nível da mortalidade, dentre eles o aumento da renda, aumento da escolaridade, aumento na proporção de domicílios com saneamento adequado", finalizou.

Hérlon Moraes (Com informações do IBGE)
herlonmoraes@cidadeverde.com

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