Picos(PI), 18 de Fevereiro de 2019

Saúde
SERVIÇO
Médicos cubanos atendem em média 10 mil pessoas em Picos
Postado em 19/11/2018 por Jailson Dias
Ao todo a secretaria dispõe dos serviços de 36 médicos
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Coordenadora Ionara Holanda
Foto: Jailson Dias

A saída dos médicos cubanos do Brasil tem provocado uma grave crise em centenas de municípios brasileiros. Segundo a coordenadora da Atenção Básica da Secretaria de Saúde de Picos, enfermeira Ionara Holanda, pelo menos 10 mil pessoas são atendidas pelos médicos cubanos aqui na cidade. Ela informou que os médicos estrangeiros atendem em cinco postos de saúde, dois na zona rural: Estrevaria e Coroatá, e três na zona urbana, nos bairros São José, Morada do Sol e Boa vista.

A coordenadora explicou que cada posto de saúde é responsável por oferecer a atenção básica a duas mil pessoas, daí que a saída de cinco médicos implicará em dificuldades no atendimento para dez mil picoenses. Ionara informou que as pessoas tem demonstrado muita preocupação e procurado a secretaria para saber o que será feito após a saída dos cubanos.

“O próprio Ministério da Saúde está trabalhando para encontrar uma solução para essa situação, e a própria secretaria está em reunião na sua Câmara Técnica para saber como poderá minimizar esses efeitos, porque uma coisa é fato, a população tem o direito e irá receber a assistência”, comentou Ionara.

A Secretaria de Saúde de Picos ainda não recebeu nenhum comunicado oficial do Ministério da Saúde sobre a data na qual os cubanos deverão encerrar seus serviços aqui na cidade. No momento, eles continuam atendendo a população normalmente nos respectivos postos. “Como está em um campo muito incerto, não temos como dar um posicionamento para as pessoas, mas quero tranquilizar que a Secretaria de Saúde mantém o compromisso de estar prestando seus serviços com qualidade”, informou.

Ao todo a secretaria dispõe dos serviços de 36 médicos que, segundo Ionara Holanda, garante a cobertura a 100% da população dos picoenses. “Agora, com a saída desses médicos cubanos, a gente tem que traçar novas medidas”, comentou.

Os cubanos trabalhavam em Picos há cinco anos, desde o início do Programa Mais Médicos no Brasil. Eles atendiam em uma carga horária de 36 horas semanais, de segunda a quinta, manhã e tarde, nos devidos postos. Às sextas-feiras reservavam um horário para se capacitarem, como previa o programa.

O fim do Programa Mais Médicos, surgido no governo da ex-presidente Dilma Rousseff (PT), no seu primeiro mandato (2011-2015), se deu após declarações do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL). Ele afirmou que os médicos cubanos deveriam fazer o “Revalida” – exame cujo objetivo é avaliar quem é formado em medicina no exterior, além de impor novas condições ao Governo cubano para a continuidade da parceria. Este decidiu chamar novamente os seus profissionais.

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